sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Sonho ou Imaginação?

O sonho tornou-se uma constante, sonho com os teus lábios nos meus,
Desejava que os meus sonhos, fossem os mesmo que os teus,
Não sei o que passa, só sei que me acorda durante o sono,
Queria acordar e ver-te a meu lado, saber que és minha e que eu sou o teu dono;

Tudo o que disse, achei, acho e continuarei a achar,
Foi a forma mais querida, que usei para me expressar,
Disse o que pensava e disse-o sem vacilar,
Pois tu és a princesa das histórias de encantar;

És a Jasmim eu luto por ser o teu Aladim,
Sem pensar duas vezes, tornava-me num espadachim,
És a Branca de Neve ou a Bela adormecida,
Com um beijo molhado eu acordava-te querida;

Morena, isto tornou-se entediante,
Só poder olhar-te tornou-se frustrante,
Abre bem os olhos e leva a tua a avante,
Pois isto tornou-se um pouco excitante.

Percorrer o teu corpo, beijar-te suavemente,
Levar-te á lua, digo isto literalmente,
Isto só agora começou e já se tornou uma crescente,
Só sei que longe de ti, eu fico doente.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Olha-me!

És linda, és mesmo uma sedução,
Nasceste com um dom, o dom da perfeição,
Sê a minha Eva que eu serei o teu Adão,
Vagueias no meu pensamento e no meu coração;

Percorres-me as veias, duma forma absurda,
Estás tão longe, mas a distância é tão curta,
Não sei o que fazer, o desejo está-me a corroer,
Nunca te tive e já te estou a perder;

Escrevo pra voltar a reviver,
Os momentos que jurei não esquecer,
O desejo controlou-me, já não há volta a dar,
A tua perfeição inspirou-me, mostra-me o teu olhar.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Pensamento abstracto.

Escrevo, porque me sinto a deprimir,
Fones nos ouvidos, para não falar a ouvir,
Sinto um vaco na alma, fome intelectual,
É inverno, mas nem parece natal;

Mundo a desabar, economia a ruir,
Vida decadente, sentes-te a cair,
Leva uma vida honesta, tenta-te redimir,
Só assim irás vencer, só assim consegues emergir;

Não sei se sentes a eufúria,
Coração salta, como se tivesses ganho a lotaria,
Esperança de uma modesta mudança,
Deixar de ser um velho amargurado e voltar a ser uma doce criança.

7 pecados mortais.

Deixo a cobiça de lado, a gula de parte,
Pois a inveja é doentia, ainda te provoca algum enfarte,
Passamos assim á preguiça, uma coisa que toca a muitos,
Preferem esperar sentados, do que correr atrás dos triunfos;

Com o ganhar de poder, aparece a famosa luxúria,
Esquecem-se das raizas e provocam alguma injúria,
Os destemidos são controlados pela amiga avareza,
É algo demente, que me dá bastante tristeza;

Tanto aguentas-te, que isso se tornou em ira,
O mal que fizeste, já ninguém te o tira,
Dos 7 pecados mortas, falta o orgulho ou vaidade,
Pois com tanto orgulho no peito, esqueceste da saudade.

Morena.

Cada vez que te beijar, vou estar de olhos fechados,
Vou contar-te segredos, quando estivermos abraçados,
Alguns vão ser preversos, outros abusados,
Porque eu sonho contigo, a maior parte deles são sonhos tarados;

Olho pra ti, imagino o futuro,
Percorro o mundo todo, por ti me aventuro,
Morena do meu pensamento, de ti vou tratar,
Olha pra mim, que eu de ti não desvio o olhar.

História das histórias ao luar.

Juntos na praia ou juntos ao luar,
Construir a história que não devia acabar,
Mas esta findou e agarrei-me á bebida,
A vida fodeu-me, que vida fodida;

Já não me atiro de cabeça, para não me arrepender,
Pois noutros tempos era pau mandado, hoje não sou de me prender,
Aproveito os momentos, isto sim é viver,
Pois se não aproveitares, não valeu a pena nascer;

Desistir nunca foi opção, mesmo quando estava perdido,
Alucinações apareciam, aí dava-me por vencido,
Mas era apenas uma batalha, a guerra ainda não estava ganha,
Mete-te na fila para me deitares abaixo, e não te esqueças de tirar a senha;

O que não nos mata, torna-nos mais forte,
Agora sou mais forte, do que os PALOP,
Já fui ao chão, mas ergui-me novamente,
Por aquilo que passei, sei que nada é permanente,
Não desistas, mantêm a cabeça erguida,
Não vires as costas á vida, porque ela é fodida;

Dorido no chão, ergui-me mais uma vez,
Levantei a cabeça, veio á tona a embriaguez,
Ressaca do pior, agarro-me á garrafa,
Passei a ser Leão, deixei de ser girafa.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Firme!

Não dou muito, apenas dou aquilo que tenho,
Em vez de ver desgosto, gostava de ver empenho,
Pelo menos um pouco de esforço, pra me sentir seguro,
Pois o que outrora foi verde, hoje é maduro;

Até as árvores morrem e os rios secam,
Até os santos mais fiéis um dia pecam,
O sol tem data marcada, um dia irá morrer,
Mas a minha alma está intacta, por isso não tenho nada a temer.

Doentio

Lume no cigarro, fumo inalado,
Fones nos ouvidos, facebook ligado,
Caneta na mão, caderno rabiscado,
As letras escorregam, estou todo desorientado;

Mas mesmo assim, escrevo com sentido,
A escrita cedeu-se a mim, decora o meu apelido,
Dei-me a conhecer, a muito tempo atrás,
Acordo com Deus, mas deito-me com Satanás;

Desenvolvi a arma, para restaurar a paz,
Amizade era o seu nome, tinha cor de lilás,
Sempre foi incolor até virar arco-íris,
Com o caderno na mão, adormeci a ouvir osíris

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Direção

Sabias que sentias, mas no entanto deixavas-te consumir por aquele tremor,
Preferias ignorar do que abraçar, todo aquele nosso amor,
Agora passas de um nada, agarrado aquele passado incolor,
A culpa que senti, foi causada pelo teu sabor;

Davas beijos venenosos, iluminando a escuridão,
Mas só iluminavas a rua e apagavas-me o coração,
Estava preso, submerso pela sedução,
Morria a cada passo que dava na tua direção;

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Percebam!

Reconheço que perdemos valores,
A amizade foi um conceito esquecido,
Falo hoje dela, para ver se percebem o seu sentido,
Já a sobrevalorizaram demais,
Está na hora de o começarem a entender,
É um conceito desactualizado, mas é um que não se pode perder;
Refrão (x2)
Amigos são um tudo, são um nada,
São um ombro amigo, um ombro que nos ampara,
São fiéis até ao fim, daí serem um irmão,
Filhos de mães diferentes, mas unidos no coração.
Mesmo não querendo, precisamos do conceito posto em prática,
É algo fenomenal, algo que nos faz falta,
Não sobrevivemos sozinhos, mesmo estando no topo da cadeia alimentar,
É preciso sermos amados, para podermos saber amar,
Fica ao vosso critério, tendes a vossa liberdade,
Mas reconheçam o vosso erro e não desvalorizem a amizade;
Refrão (x2)
Amigos são um tudo, são um nada,
São um ombro amigo, um ombro que nos ampara,
São fiéis até ao fim, daí serem um irmão,
Filhos de mães diferentes, mas unidos no coração.

Nunca te deixes vencer.

Isto é a história de um bebado assumido,
Que se deixou consumir, e pelo vicio foi vencido,
As desgraças da vida, deram-lhe a volta á cabeça,
Desmontou-se o puzle, nunca mais descobriu a ultima peça,
Foi masoquista, tinha que se acalmar,
Marcava o corpo com cicatrizes, quando se decidia cortar,
Mas a pior cicatriz que tinha, era aquela que estava incorporada,
Era uma ferida gigantesca, uma que não podia ser sarada,
Derrotou-se a si próprio, quando se deixou consumir,
Pois em vez de se levantar, preferiu voltar a cair.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

FAÇO HISTÓRIA!

Dou-te um minuto, para te explicares,
Encerraste a história, com esse encerramento destruiste pilares,
Não desejo o teu mal, foi algo que nunca quis,
Sempre desejei o teu bem, sempre desejei que fosses feliz,
Mas não me tentes enganar, essa estratégia já não resulta,
Hoje decifro a mensagem que noutros tempos me era oculta,
Sem mais nada pra te dizer, só quero paz,
E digo-te que o teu minuto, acab

ou á dois minutos atrás;

Nunca pensei que era tudo para ela, sempre pensei que ela era tudo para mim,
por acreditar cegamente dessa maneira é que fiquei assim,
mas abri os olhos e hoje sei que era demasiado bom para ela,
era a história da bela e do monstro, mas só que eu é que era a bela;

Relembro-me das mensagens que li,
Daquilo que tive e daquilo que vi,
O que imaginei ter, e aquilo que nunca terei,
Só tenho a certeza que o céu nunca alcançarei,
Mesmo que tivesse essa oportunidade, eu rejeitava-a,
Porque por essas bandas, há muita gente minada;

Isto de escrever, dá muito que falar,
Por isso penso sem escrever, e escrevo sem pensar,
Tenho um dom escondido, ele reflecte-se na escrita,
Não olhes só para as frases, vê a mensagem implicita,
Á sempre mais algo, do que aquilo que se dá a ver,
Sou tudo para alguns, pra outros sirvo só para entreter,
Uns aproveitam-se, outros protegem-me a retaguarda,
Eu distingo-me pela minha inteligência, muitos é pela sua vanguarda;

Sem cartas na manga, nem jogada estudada,
Barulho as cartas e preparo a ultima cartada,
Perco sucessivamente, afogo-me sempre no teu veneno,
Mas levamento-me com a cabeça erguida e permaneço ameno.

FODER

Não sou perfeito, nem nunca tentei ser,
Já fingi ser melhor pessoa, só para te ter,
Mas no entanto, não sou de fingir,
Prefiro que fiques triste com a realidade agora, do que mais tarde possas vir a cair;

Escondeste-me do mundo, dizias que era para me protejer,
Estava tão cego de amor, que a realidade não queria ver,
Mas isso foi noutros tempos, nunca mais me voltas a enganar,
Pois amei-te enquan

to pode, mas não te volto a amar;

Quiseste chegar ao topo, eu fui a tua passadeira vermelha,
Espesinhavas-me á frente de todos, enquanto te sussurrava amo-te há orelha,
Fodeste-me uma vez, acredita que não o voltas a fazer,
Pois fodias antigamente, hoje sou eu que te mando foder.

Linguagem

O objectivo destas quadras, vai ser escrever com linguagem cuidada,
Pois textos todos sabem escrever, mas poucos escrevem em balada,
O meu vocabulário é vasto, daí ser um bocado profano,
Pois escrevo diariamente para não ficar insano;

Com destreza e imaginação, prossigo cuidadosamente,
Escrevo cada lirica minuciosamente,
Sem atalhos para a meta ou para findar mais rápido,
Já fui masoquista, nunca

fui sádico;

Deixo o egocentrismo de lado, e provoco a sabedoria,
Até esta se rende ao meu dom, reconhece a minha alegoria,
Simbolicamente, escrevo com bastante prazer,
Pois a escrita transborda em mim, pois esta faz-me crescer.